MÚSICA - Sequência Didática com partituras não convencionais
Esta sequência didática foi elaborada com o objetivo de subsidiar o ensino da linguagem musical nas séries iniciais do ciclo I e II.
Justificativa
As classes de Ciclo I, na rede estadual de São Paulo, contam na sua grade curricular com duas aulas semanais de Arte ministradas por especialistas e com a presença do professor PEB I da classe. Visando a parceria desses professores e o trabalho conjunto é que o projeto foi criado, utilizando livros do acervo do Programa Ler e Escrever para o desenvolvimento da linguagem musical que permitirá aos alunos o fazer artístico em música, a apreciação significativa, o contato com a produção histórica e a articulação dos sons com a leitura do mundo, do seu cotidiano, adequado ao modelo de ensino e aprendizagem onde ...o conhecimento é produto de uma atividade mental por parte de quem aprende, que organiza e integra informações e novos conhecimentos aos já existentes, construindo relações entre eles. (Orientações curriculares do Estado de São Paulo - Ciclo I).
Competências e Habilidades:
Esta sequência didática foi elaborada para ser desenvolvida na 3ª e 4ª séries do Ciclo I (4º e 5º ano) e também para 5ª e 6º por tratar de dupla escrita com relação entre si (escrita de história e escrita de partitura). Foi escolhido este conteúdo para que, segundo os PCN: Arte Ciclo I, ao término do Ciclo I e início do ciclo II os alunos se tornem capazes de:
• Ouvir e distinguir sons;
• Selecionar e utilizar materiais diversificados para produzir sons;
• Identificar os parâmetros sonoros (altura, duração, intensidade e timbre);
• Formar grupos instrumentais com instrumentos criados pelos alunos para sonorização de histórias criadas e escritas por eles;
• Identificar algumas formas de registros sonoros: partituras convencionais e não convencionais;
• Registrar graficamente sons com grafia espontânea, interpretando sua notação e a de seus colegas;
• Ouvir peças musicais para identificação de timbres de instrumentos;
• Elaborar registros pessoais para sistematização das experiências realizadas;
• Conhecer compositores de músicas para instrumentos tradicionais;
• Criação/produção musical.
Para sua realização serão necessárias 25 aulas.
Conteúdos:
• Som;
• Registro sonoro/ partitura musical;
• Criação/produção;
• Apreciação;
• Compositores/obras/contextos.
Noções e Conceitos:
• Som;
• Parâmetros do som:
altura dos sons (graves, médios e agudos)
duração dos sons ( longos e curtos)
intensidade dos sons ( fortes e fracos)
timbre (identidade dos sons)
• Instrumentos (tradicionais): corda, sopro, metais e percussão (metal e madeira);
• Conceito de Partitura musical.
Levantamento dos Conhecimentos prévios:
Atividade 1:
Professor, você vai realizar um diagnóstico, um levantamento dos conhecimentos que o aluno traz para a escola.
Primeira conversa com os alunos:
Quais são as histórias que conhecem?
Como conheceram essas histórias? Alguém contou? Quem? Leram em livros?
Quais livros já leram?
Quais histórias gostam mais? Contos de fadas? Aventuras? Daquelas onde os personagens são pessoas? Animais?
Quais histórias de desenhos animados conhecem? De quais delas gostam mais? Lembram-se dos sons desses filmes? Sabem o que é trilha sonora?
Quais instrumentos musicais conhecem?
Tocam algum instrumento? Qual?
Conhecem alguém que toca algum instrumento? Qual?
Gostariam de tocar algum instrumento?
Somente os instrumentos musicais produzem sons?
Como você reconhece os sons (como você sabe que o som de um apito é de um juiz de futebol e não de um policial?)
Você sabe o que é uma partitura? Já viu alguma? Onde?
Listar as respostas para que se tenha um mapa do conhecimento que os alunos já trazem.
Professor, guarde essas respostas. Futuramente elas serão úteis para suas avaliações e sistematização de conhecimento.
Ampliação do Conhecimento:
Atividade 2:
• Apresentação do livro “Pedro e O Lobo” que é uma história de Sergei Prokofiev e que neste livro é recontada por Heloísa Prieto. Esta apresentação deve ser feita em parceria com o professor regente de sala (PEB I) que deverá atentar para o fato de que a capa também faz parte do livro.
• Professor de Arte, essa leitura será compartilhada. Inicie a leitura distribuindo para os alunos frases do livro que foram enumeradas para que todos participem. Na sequência da numeração, cada aluno lê sua frase dando, assim, continuidade à leitura, o que deverá torná-la dinâmica e participativa.
• Agora faça com os alunos uma roda de conversa sobre a história e seus personagens.
Dica: pergunte se gostaram da história, do que ela trata, quem são os personagens, de qual personagem gostaram mais, de qual gostaram menos.
Para atender aos alunos com dificuldades em leitura, o professor deve escolher uma frase simples e entregá-la para vários alunos (alunos que sabem ler e alunos com dificuldades). Ex: “Ufa!!! Que bom !!!”
Atividade 3:
Nesta atividade, será relacionada a linguagem verbal com a não-verbal.
• Assistam ao filme “Pedro e o Lobo” (disponível no site www.youtube.com) sem som, para que os alunos relacionem as cenas à história lida.
• Antes, o professor deverá orientar a fazerem, mentalmente, a associação das cenas com a história lida enquanto assistem ao filme. Depois, numa roda de conversa, contam a história, relacionando o que foi lido com o que estão vendo.
Professor, após essa atividade o aluno deverá ter compreendido a história, permitindo o início da atividade 4.
Atividade 4:
Antes de iniciar essa atividade professor, você deve ouvir o CD várias vezes até sentir-se preparado e seguro para realizá-la.
• Escuta do CD “Pedro e o Lobo”. Nesta primeira escuta musical, os alunos vão conhecer os sons de instrumentos convencionais (da orquestra) que são relacionados aos personagens da história.
• Faça uma segunda escuta onde você, professor, chamará a atenção dos alunos para cada instrumento.
• Durante a escuta explique cada um desses instrumentos.
• Nesse momento os alunos serão informados que essa obra é um Poema Sinfônico.
Poema Sinfônico: Obra musical baseada em um poema ou texto literário. “Pedro e o Lobo” é uma história infantil contada através da música. Os compositores Franz Liszt e Richard Strauss entre outros, também se destacaram como compositores de poemas sinfônicos.
Dica: professor, se você não conhecer esses autores e suas músicas, pesquise nos sites disponíveis na internet sobre os poemas sinfônicos de Liszt e Strauss para ampliar o seu repertório e o do seu aluno.
• Observar a relação existente entre o som dos instrumentos e os personagens: Pedro é representado pelas cordas. O passarinho, pela flauta transversal. O pato pelo oboé. O gato pelo clarinete. O avô pelo fagote. Os caçadores pelo psicatto das cordas (psicatto: tocar pinçando as cordas) e pelos tímpanos e o lobo pelas trompas. Exemplo: pássaro/flauta (o pássaro é suave, leve, tem canto agudo – o som da flauta é agudo). O som de cada instrumento (ou grupo de instrumentos) identifica o personagem e isso é sentido mesmo sem ter conhecimento musical. As primeiras oito faixas do CD apresentam o som de cada instrumento.
• Você, professor, deve mostrar a imagem de cada instrumento para os alunos. Essas imagens podem ser encontradas no livro A incrível história da orquestra, Bruce Koscielniak.
Atividade 5:
Antes de realizar essa atividade propicie um ambiente onde os alunos fiquem concentrados, pois será necessária muita atenção:
• Escuta de outras músicas com instrumentos convencionais buscando identificar os instrumentos que já ouviram no CD Pedro e o Lobo. Essa escuta deve ser participativa e você professor, ajudará na identificação dos instrumentos.
• As músicas sugeridas apresentam nitidamente os instrumentos de cordas, sopro, metais e percussão e fazem parte do CD que as escolas receberam da Secretaria Estadual de Educação. São elas:
Tchaikovsky - Nutcracker (overture/chinese dance/Dance of the flutes).
Mozart - Flute Concerto nº 2 (Allegro)
Haendel - Water Music (Presto)
Obs: CD THE BEST OF NAXOS I (material enviado às escolas pela SEE em 2009)
Professor, é importante que os alunos saibam que identificamos e reconhecemos o som de uma fonte sonora (instrumentos musicais, nossa voz – o que emite som é fonte sonora) pelo seu Timbre.
Opa! Timbre é uma propriedade do som. Então, converse com os seus alunos sobre o que é Timbre.
Timbre: propriedade do som que permite reconhecer sua origem. É a identidade do som. Exemplo: escolha uma música que todos os alunos conhecem como “Parabéns a você”. Se for cantada, será a música “Parabéns a você”. Se for tocada por violinos continuará sendo a “Parabéns a você”. E se for tocada por qualquer instrumento continuará sendo a mesma música. O que muda é a fonte sonora que a produz. É o Timbre que diferencia essas fontes sonoras, que faz perceber a diferença entre os sons da voz, do violino, da flauta, etc.
Dê exemplos com outras músicas de conhecimento comum.
Atividade 6:
Esta atividade, professor, deverá ser preparada por você antes da realização. Você deverá ler o livro “A orquestra Tin Tim por Tin Tim”, selecionar os contextos que se referem aos mesmos instrumentos musicais utilizados por Prokofiev e selecionar os sons desses instrumentos no CD que acompanha o livro.
• Leitura de trechos pré-selecionados do livro “A orquestra Tin Tim por Tin Tim”. e escuta do CD que acompanha o livro. Esta leitura é feita pelo professor, pois ela é compartilhada com a escuta do CD.
Atividade 7:
Professor, a seguir:
• Mostre aos alunos os instrumentos cujos sons estão identificando por meio de imagens ou vídeo. Sugestão: vídeo “A orquestra de perto” (enviado às escolas em 2003 ).
Atividade 8:
Neste momento professor, você iniciará com os alunos uma conversa sobre os instrumentos de orquestra que eles já conhecem observando que eles são diferentes uns dos outros, que têm sons diferentes, uns tem sons “grossos” e outros tem sons “finos”.
Você está preparado e os alunos também, então chegou o momento de trabalhar com a propriedade sonora Altura.
É importante fazer o levantamento dos conhecimentos prévios que os alunos trazem através de algumas questões:
Entre as pessoas que conhecemos aqui na escola, que tem voz “grossa”? E “fina”?
Vamos lembrar: o que mais tem som “grosso”? E o que tem som “fino”?
Não se esqueça de listar e guardar essas informações para serem utilizadas em futuras avaliações.
Agora é hora de trabalhar a altura dos sons.
Como ponto de partida você realizará exercícios de identificação de alturas do som para que os alunos identifiquem os sons graves (grossos) e agudos (finos) a partir de uma referência média.
Mas, professor, o que é altura? Os alunos precisam saber que:
Altura: refere-se à possibilidade de um som ser grave ou agudo.
É sempre desejável que se trabalhe com as alturas de maneira relativa e comparativa, ou seja, um som é percebido como mais grave em relação a outro mais agudo.
a) Utilizar três instrumentos de bandinha: um pandeiro, um tambor e um triângulo. Professor, apresente os instrumentos aos alunos: em relação ao pandeiro (som médio), o som do tambor é grave e o som do triângulo é agudo;
b) Os alunos devem ficar com os olhos fechados e você tocará um instrumento de cada vez para que os identifiquem se foi tocado o grave (tambor), o médio (pandeiro) ou o agudo (triângulo) repetindo e alternando até que todos os alunos percebam as alturas dos sons;
c) O mesmo exercício pode ser realizado com três copos (ou garrafas) com água em quantidades diferentes;
d) Pode ainda ser realizado com sons corporais. Exemplo: “estalo” de língua. Com a boca em forma de “O”, ao estalar a língua temos um som mais grave do que com a boca em forma de “A” (som médio) e com a boca “sorrindo” temos um som mais agudo;
e) Com palmas: bater palmas com as mãos relaxadas (som médio); palma estalada - deixe uma das mãos relaxada. Com os dedos da outra mão unidos, bata na parte gordinha da palma abaixo da base dos dedos. Vai sair um som Agudo como um estalo; palma concha - una os dedos, exceto os polegares e deixe as mãos formando conchas. Bata uma palma contra a outra entrelaçando os polegares, até um som Grave, meio abafado.
Atividade 9:
Cantando as alturas...
1. Exercício de “subida” e “descida” (sons graves para agudos/ agudos para graves) dos sons, com notação não convencional:
2. O mesmo exercício com outro som e outra grafia:
3. Exercício de “descida”, “subida” e distâncias maiores entre os sons.
Atividade 10:
Completando a música...
Parabéns Professor! Etapa vencida!
Agora seus alunos estão preparados para conhecer outra propriedade do som: a Duração.
Também é necessário fazer o levantamento de informações, com os alunos, sobre esse assunto. Então, vamos iniciar novas perguntas sobre “o tamanho” dos sons:
Os sons têm o mesmo tamanho?
Quais são os sons “compridos” que você ouve todos os dias? E os curtos?
Você conhece outros sons longos? E curtos?
Mais uma vez, professor, liste e guarde as respostas dos alunos.
Agora, conte para eles o que é a duração de um som.
Duração: refere-se à possibilidade de um som ser curto ou longo.
Pronto! Você pode iniciar os exercícios de identificação de duração de sons e identificação de sua origem.
Atividade 11:
Emitindo sons curtos e longos (em relação a um som médio):
a) Falando a vogal A:
AAA AAAAAAAAAAAAAAA A
MÉDIO LONGO CURTO
b) Quais sons são longos ou curtos em relação por exemplo, ao som de um espirro:
Pingos de água caindo de uma torneira ________________(curto ou longo)
O meu nome _______________
O miado do gato_____________
O latido do cachorro_________________
etc...
Atividade 12:
Escrevendo a duração dos sons da atividade 11. Por exemplo, com linhas e pontos:
AAA AAAAAAAAAAAAAAA A
____ ___________________ _
Pingos de água caindo de uma torneira:
O miado do gato:
_____________________
Atividade 13:
Escrevendo alturas e durações:
Atividade 14:
• Escrita do som: exercícios de criação de escrita para os alunos produzirem suas escritas para as alturas dos sons. Exemplo: Música “Cai, cai balão”.
Vamos fazer a partitura juntos? Vamos escolher o símbolo que representará o som. Exemplo:
1. Agora vamos começar a escrever as alturas e durações:
2. Organize os alunos em grupos, para que continuem a fazer a escrita:
3. Fazendo a partitura com linhas:
Professor, agora apresente para os alunos uma partitura de notação convencional não se esquecendo de informá-los que, notação convencional é uma notação que foi universalizada, que é conhecida e aprendida pelas pessoas que estudam para aprender a tocar um instrumento, e para cantar.
Exercício de “subida” e “descida” (sons graves para agudos/ agudos para graves) e duração dos sons, com notação convencional.
Exemplo: música Cai, cai balão.
Professor, é importante informar aos alunos que nesta partitura não estão presentes todos os símbolos utilizados pela escrita convencional. Estão grafados somente os que representam os sons O interesse é que os alunos percebam como os símbolos que representam os sons “sobem “ e “descem”.
Atividade 15
Como ficará a partitura da música “cai, cai balão” para as fontes sonoras exploradas na atividade 8?
a) Em primeiro lugar vamos escolher um símbolo para cada instrumento:
Agudo: Triângulo, ou palma estalada ou copo com água -
Médio: Pandeiro, ou palma com mãos relaxadas ou copo com água -
Grave: Tambor, ou palma concha ou copo com água -
b) Vamos distribuir os sons por suas alturas (graves, médios e agudos) e durações (médios, curtos e longos):
c) A mesma partitura com linhas:
d) Completar a partitura.
na ru - a do sa - bão
Atividade 16:
Agora os alunos devem executar a partitura com as fontes sonoras que escolherem.
Atividade 17:
Atenção professor, chegou o momento da criação e produção de instrumentos musicais.
Criação de instrumentos musicais pelos alunos, que reproduzam sons graves, médios e agudos. Os instrumentos serão feitos em sala de aula com materiais diversos como por exemplo: latinhas de refrigerante com grãos de feijão, arroz, areia, pedrinhas; garrafas pet recortadas são transformadas em instrumentos de sopro; caixinhas de papelão, latas percutidas com pauzinhos ou canetas são transformadas em instrumentos de percussão. Pode ser produzida uma grande quantidade de instrumentos musicais com materiais expressivos.
Atividade 18:
• Com a colaboração do professor PEB I os alunos criarão suas próprias histórias (em grupo), de forma que cada personagem será identificado por instrumentos criados e confeccionados em aula.
Atividade 19:
• Escrita de partituras não convencionais criadas pelos alunos para os instrumentos confeccionados por eles, cuja execução acompanhará a leitura da história que eles também criaram. Cada instrumento é tocado no momento que o personagem que identifica “aparecer” na história. Se na partitura os instrumentos aparecerem simultaneamente, poderá ser executada no final da leitura. Por exemplo: Se os alunos produzirem uma partitura onde dois ou mais instrumentos tocam ao mesmo tempo é interessante que ela seja tocada após a leitura da história finalizando a apresentação.
Professor, mais uma etapa foi vencida!
Chegou o momento da quarta propriedade do som entrar em ação. A Intensidade.
O que será que seus alunos sabem sobre intensidade dos sons. É hora de pesquisar fazendo algumas perguntas:
Quais sons, na escola, são fortes? E fracos?
Quais sons fortes você ouve com mais freqüência? E fracos?
Você gosta dos sons fortes? E dos fracos?
Quais mais lhe agradam.
Professor, liste também essas respostas e não se esqueça de guardá-las.
Chegou a hora de apresentar aos seus alunos a propriedade do som Intensidade
Intensidade: refere-se à possibilidade de um som ser forte ou fraco.
Para definir a intensidade dos sons nas partituras elaboradas pelos alunos, o traçado dos símbolos pode ser mais ou menos denso.
Exemplo:
Som médio Som fraco som forte
A intensidade também pode ser determinada pelo regente, durante a execução da música.
Regente: é o profissional que trabalha regendo e dando unidade a um grande contingente de sons instrumentais ou vocais. O regente conduz os músicos fazendo cumprir a partitura em conjunto. O regente tem a responsabilidade de não deixar que a dinâmica musical se perca, quando executada em conjunto.
Inserindo a grafia da intensidade na partitura:
Antes da realização próxima atividade, os alunos precisarão de momentos de ensaio da execução da partitura e para a conexão história/partitura.
Atividade 20:
Sistematização do conhecimento:
Professor, agora o seu trabalho será em parceria com o professor da classe. Os alunos, auxiliados por vocês, deverão rever todo o seu percurso e fazer o levantamento de tudo o que será necessário para a apresentação:
Revisão das histórias elaboradas pelos grupos:
A história tem título?
Tem começo, meio e fim?
Os instrumentos musicais contemplam alturas de som grave, médio e agudo?
A partitura musical está de acordo com a idéia musical? São claras as grafias de altura e duração dos sons?
Existe correspondência entre os sons dos instrumentos e os personagens?
Atividade 21:
Professor, você deverá fazer o cronograma das apresentações (quantas apresentações numa aula), reservando tempo para a apreciação e “roda de conversa” após a apresentação de cada grupo.
• Apresentação das produções dos grupos para toda a classe o que permitirá maior fruição estética por todos.
O grupo:
a) Fará a leitura da história;
b) Apresentação dos personagens;
c) Apresentação dos instrumentos (sons graves, médios e agudos)
d) Correspondência instrumento/personagem;
e) Como foi estabelecida a relação instrumento/personagem;
f) Apresentação da partitura;
g) Execução da partitura;
h) Leitura da história e execução da partitura.
Avaliação:
A avaliação ocorrerá durante todo o processo, no desenvolvimento de cada atividade, por meio dos registros feitos pelos professores e alunos onde serão observadas a aquisição das competências e habilidades elencadas no início desta sequência didática.
Ao final de cada atividade professor, você deverá registrar a aprendizagem das propriedades do som e a identificação de cada uma; da escrita dos sons contemplando as propriedades.
A auto-avaliação poderá ocorrer no momento de retomada do percurso, que antecede as apresentações. Os alunos deverão revisar histórias e partituras, fazer relatos sobre sua participação no trabalho em grupo.
Após as apresentações, na “roda de conversa”, alunos e professores farão a apreciação da apresentação realizada: Observar se os instrumentos registram diversas alturas, se eles “combinam” com os personagens, se gostaram da história, trocar as partituras entre os grupos para que uns executem as dos outros para socializar as escritas.
Atenção especial deve ser dada aos alunos com dificuldades de aprendizagem. Os professores deverão estimular a colaboração do grupo para contemplar o aprendizado de todos.
Obs: A cada atividade orientar os alunos no registro sobre: “o que aprendi hoje”. Estes registros podem ser escritos em forma de bilhetes, convites, portfólios individuais ou portfólio do grupo. As suas intervenções devem ser feitas durante todo o processo e especialmente na auto-avaliação, momento em que os alunos farão a revisão dos conteúdos.
Bibliografia:
Brasil. Secretaria de Educação Fundamental. PCN: Arte. Brasília: MEC/sef, 1997
São Paulo: Secretaria Estadual de Educação. O ensino de Arte nas séries iniciais Ciclo I. FDE, 2003
São Paulo: Orientações Curriculares do Estado de São Paulo – Língua Portuguesa e Matemática Ciclo I, FDE, 2008
PRIETRO, Heloísa - Pedro e o lobo: Editora Ática, 1ª edição, 2007
KRUGER, Suzana, DEL BEM, Luciana, CUNHA, Elisa - A orquestra tin tim por tin tim: Editora Moderna.
KOSCIELNIAK, Bruce – A incrível história da orquestra – Cosac & Naif, 2002
Site: www.youtube.com
Vídeo: A orquestra de perto (kit Prevenção também se Ensina e Comunidade Presente - 2003)
CD Pedro e o Lobo - G4 Editora - São Paulo – SP, 2004C
CD The Best of Naxos I
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